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Terapia online

Sigilo na terapia online: perguntas para fazer antes de começar

26 de setembro de 2026· Julia Martins, CRP 09/21076
Sigilo na terapia online: perguntas para fazer antes de começar

O receio de ser ouvido durante uma sessão online é um dos motivos mais comuns para adiar a psicoterapia por videochamada. A dúvida merece uma resposta concreta. O sigilo profissional continua sendo dever da psicóloga no atendimento remoto, e as condições do ambiente e da ferramenta precisam ser avaliadas por quem presta e por quem recebe o serviço.

O que o sigilo profissional protege

Informações compartilhadas durante o atendimento devem ser tratadas conforme o Código de Ética. A profissional precisa explicar como guarda registros, quem pode acessá-los e quais são os limites legais e éticos da confidencialidade. Não é necessário esperar surgir um problema para perguntar. Esse diálogo faz parte dos combinados iniciais.

Sigilo não significa que qualquer chamada por vídeo esteja automaticamente adequada. A psicóloga deve analisar a ferramenta escolhida, a pertinência do formato e a proteção das informações. Você pode perguntar qual plataforma será usada, se ela exige uma conta, como o link é enviado e o que acontece em caso de interrupção da conexão.

Cuidados do lado de quem participa

Escolha um local onde possa falar sem ser ouvido. Fones ajudam a evitar que a voz da profissional saia pelo alto-falante, mas as suas palavras ainda podem ser escutadas por quem estiver perto. Feche outras abas que possam mostrar notificações, avise que ficará indisponível durante a sessão e use uma conexão confiável sempre que possível.

Se não há privacidade em casa, diga isso antes do encontro. Pode ser melhor buscar outro ambiente ou avaliar uma sessão presencial em Goiânia ou Piracanjuba. Fazer a chamada escondido, sob medo de alguém entrar, pode limitar o que você consegue dizer. A página de terapia online apresenta o formato, mas a adequação depende da situação individual.

Mensagens, gravações e documentos

Pergunte quais assuntos podem ser tratados por mensagem e em que horários há resposta. WhatsApp para agendamento não equivale a terapia por texto nem a atendimento de urgência. Também converse antes de gravar uma sessão ou encaminhar documentos por aplicativos. Esses usos envolvem dados sensíveis e precisam de finalidade e proteção adequadas.

Se o atendimento envolver adolescente, casal ou familiar, pergunte como a comunicação com outras pessoas será conduzida. Os limites do sigilo podem ter aspectos específicos conforme o caso e devem ser apresentados com clareza. Em situação de risco imediato, procure serviço de emergência, não espere a próxima videochamada.

Uma conversa que fortalece a confiança

Fazer perguntas sobre privacidade não é falta de confiança. É uma forma de participar das decisões sobre o próprio cuidado. Julia Martins informa atendimento online e presencial no site. No contato, você pode perguntar sobre plataforma, horários e condições para começar.

Fontes e leitura complementar

Perguntas frequentes

Usar fones de ouvido garante a privacidade da sessão online?

Não por si só. Os fones evitam que outras pessoas ouçam a voz da psicóloga, mas alguém próximo ainda pode ouvir a sua. Escolha um ambiente reservado e avise a profissional se não conseguir falar com privacidade.

Posso gravar uma sessão de terapia online?

Converse com a psicóloga antes de qualquer gravação. O registro de uma sessão envolve informações sensíveis, finalidade definida e cuidados éticos com a privacidade das pessoas envolvidas.

#sigilo terapia online#privacidade psicoterapia#videochamada

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