Como atravessar o luto: não existe jeito certo de sofrer

Perder alguém ou algo importante deixa um vazio que nenhuma palavra preenche. O luto é a resposta natural a essa perda, e ao contrário do que se costuma dizer, ele não segue etapas fixas nem tem um prazo certo para acabar.
O luto não é linear
Você pode ter dias melhores seguidos de ondas intensas de saudade, sem aviso. Datas, músicas, cheiros e lugares podem reabrir a dor. Isso não é retroceder, é o jeito como o luto funciona. Cada pessoa atravessa no seu ritmo, e comparações (você já devia ter superado) só aumentam o peso.
O que costuma ajudar
- Permitir-se sentir, sem cobrar de si uma força que não cabe agora.
- Falar sobre quem partiu e sobre o que você sente, com quem te acolhe.
- Manter pequenas rotinas de autocuidado, mesmo que pareçam difíceis.
- Respeitar o seu tempo, sem pressa de voltar ao normal.
Luto não é doença, mas às vezes precisa de apoio
Sofrer uma perda não é um transtorno. Ainda assim, quando o luto se prolonga de forma muito intensa, paralisa a vida por muito tempo ou vem acompanhado de sintomas de depressão, o acompanhamento profissional ajuda. A terapia não apaga a saudade, oferece um espaço seguro para sentir, organizar e seguir, carregando a memória de outra forma.
Você não precisa atravessar sozinho
Se a dor da perda tem sido grande demais para carregar, buscar ajuda é um gesto de cuidado. Conheça a área de luto e, em momentos de risco à vida, lembre que o CVV atende no 188. Para conversar, use o contato.
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